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O Protocolo de Kyoto
No século XX, a temperatura aumentou em 0,7ºC. Parece pouco, mas esse aquecimento já está alterando o clima em todo o planeta. As grandes massas de gelo começam a derreter, aumentando o nível médio do mar e ameaçando as ilhas oceânicas e as zonas costeiras; furacões surgem mais intensos e destrutivos; temperaturas mínimas ficam mais altas; enchentes e secas, mais fortes; e regiões com escassez de água viram desertos. Hoje, já se pode afirmar que o principal responsável por essa situação é o homem.
De fato, as mudanças climáticas têm como causas, entre outras, os desmatamentos, as queimadas, a poluição das águas, a utilização de fontes energéticas não renováveis, como o petróleo, a emissão de dióxido de carbono (CO2), sendo este último o vilão causador do aquecimento global.
Para tentar corrigir essa problemática, o mundo vem dando maior atenção aos sinais climáticos. Em 1988, por exemplo, criou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), reunindo os principais cientistas e representantes de governos de todo o globo. Quatro anos depois, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, na ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, a Convenção sobre Mudanças Climáticas, que levou ao Protocolo de Kyoto, o mais ambicioso tratado ambiental de que se tem notícia.
Criado em 1997, na cidade japonesa de Kyoto, um grupo de nações desenvolvidas se comprometeu em reduzir em 5% em relação ao ano de 1990 a emissão de gases causadores do efeito estufa, durante o período 2008-2012.
Mas isso é pouco. A redução tem de ser de 50% das emissões globais até 2050, para que o aumento de temperatura da Terra não ultrapasse o limite de 2ºC, considerado o ponto de colapso do clima. Assim, é fundamental que o Protocolo de Kyoto seja fortalecido e que, em 2012, quando se extinguirá, a situação esteja mais animadora.
Como dissemos, a obrigatoriedade das normas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto volta-se aos países desenvolvidos, os quais têm de cortar suas emissões de gases poluentes. Os Estados Unidos se negaram a assinar o documento; a Austrália foi pelo mesmo caminho, mas voltou atrás em 2007. As nações de economia emergente, como o Brasil, não foram obrigadas a seguir as metas propostas já que são consideradas as que menos poluem e as que mais sofrem com os abusos dos países mais industrializados , mas se comprometeram a colaborar.
O Brasil é muito vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas causadas pela queima abusiva do petróleo e pela destruição das florestas. Tanto é verdade que o que se vê no País é uma seca sem precedentes na Amazônia, furacões na Região Sul, tempestades, desertificação e fortes estiagens.
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